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Como Foram Minhas Férias 6 novembro, 2008

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Minha professora Luna, do Tudo Fora do Lugar me recomendou uma redação escolar – e nada melhor do que chamá-la assim, não? Aliás, deveria dizer tia Luna. E por favor, não me entenda mal! Isso não tem absolutamente nada a ver com a idade. É só um regresso aos bons tempos escolares, quando o mundo ainda me esperava e eu não precisava correr atrás dele.

E… como foram minhas férias?

É mais difícil de descrever do que eu imaginava. Gostaria de dizer que foi perfeito, mas também não foi. Mas acho que nunca é. Nem sempre posso fazer tudo que quero e do jeito que quero, mas isso já é normal. A cada dia bem vivido e divertido, era um dia a menos e a data de voltar mais próxima. A constante sensação de “tic-tac” que tanto me assombra nos últimos tempos.

Minhas férias foram um conjunto de sensações, e das mais diversas. A felicidade absoluta era inegável em diversos momentos – por causa dela – mas não era única. A brisa matinal do mar era carregada de esperança, enchia meus pulmões da mais pura serenidade. E mais tarde, com o céu já amarelado pela noite eminente, o medo do futuro indesejado era meu companheiro. Felizmente, não era o único. Ainda tinha ela.

A viagem não é marcada por uma bela paisagem, mas pelo seu belo sorriso. Não é o sol radiante que me anima, é a forma com que ele ilumina o seu rosto. Essa é a minha viagem, essa é a minha parte perfeita. A minha felicidade absoluta. Mais tarde, entretanto, vinha a noite. Vinha a despedida e a certeza que mais um dia havia passado e a tristeza de que eu não podia viver para sempre nele.

A parte ruim é que a noite representava toda a minha vida; uma constante espera. Eu dormia esperando pelo dia seguinte, por um outro sorriso dela, um outro beijo, um outro carinho. É só o que eu faço! Eu espero. Aguardo pacientemente pelo dia que não chega, nas noites mal-dormidas e nos dias mal-vividos.

Mal-vividos? Que expressão mais idiota! Eles não são vividos, são passados. Minha vida ainda fica nas férias, nas maravilhosas férias. Que só não são perfeitas porque terminam e eu não a tenho aqui. Só a tenho longe… e cada vez mais longe. E, sozinho, eu espero.

Ponto de interrogação 5 novembro, 2008

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Me pergunto: o que escrever, quando não há o que se dizer?

De férias! 2 outubro, 2008

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Na praia, comendo caranguejo… maravilha. Volto em alguns dias.

Como vai o seu cabaço? 22 setembro, 2008

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Juro que não consegui pensar num título melhor. Mas aposto que te deixou pelo menos um pouco curioso, não? Espero que sim. Porque o assunto pode ser espinhoso, dependendo da abordagem. E começou muito por acaso, nas minhas andanças por aí.

Através das minhas andanças pela blogosfera nacional, acabei conhecendo o blog [conteúdo censurado ;] – que vale a visita, diga-se de passagem. Os textos da autora, a universitária [conteúdo censurado ;], são muito bem escritos e falam de temas diversos. E num recente post dela, com o criativo título de A membrana da discórdia, ela fala a respeito do sensacionalismo que foi feito recentemente a respeito da virgindade da ginasta da Daniele Hypólito e do usual bafafá em cima da ex-virgindade da Sandy & Júnior.

Na íntegra:

Sabe o que eu acho? A Sandy e a Daniele Hipólito são é muito corajosas em defender algo que tem sido deturpado e tratado como se fosse a “doença das nerds e das puritanas”: a virgindade. Além de mostrarem que têm opinião própria independentemente do que pensa uma maioria chamada “todo-mundo”, mostram que ainda há esperança para esse mesmo mundo, onde valores como este têm sido perdidos: o valor que alguém dá para o próprio corpo e para o próprio coração, evitando feridas e decepções. Elas sabem o que querem e não têm vergonha de mostrar que seus corpos são mais do que pedaços de carne. Elas não têm vergonha de andar na contramão do mundo, nem medo de tentar fazer a diferença. E é isso o que tanto incomoda as pessoas: o fato de alguém querer ser diferente, de não se conformar com a perda de valores tão importantes, que hoje são tratados com tanta indiferença. Essas mesmas pessoas não têm coragem de admitir que fizeram a escolha errada, por isso, criticam. Portanto, meninas, continuem! Façam mais barulho, pra ver se esse povo acorda. Pra ver se eles caem na real de que corpos não são brinquedos e corações não são de papel.

Gosto de discutir assuntos diversos. E acho que o blog serve justamente para isso, já que é um veículo de comunicação ágil e democrático como nenhum outro. Mas isso, é claro, depende do autor. Eu tive o interesse de participar da discussão, mas tive o direito negado. Meu comentário foi momentaneamente publicado, mas logo depois deletado.

Felizmente, tenho mania de copiar as coisas que escrevo antes de enviá-las.

Pelo que eu entendi da tal declaração da Daniele Hypólito, é que ela não perdeu a virgindade por não ter encontrado a pessoa certa. E isso se deve aos constantes treinamentos e falta de oportunidade de namoro – o que ela mesmo disse que não fez até hoje. Algo muito diferente da Sandy, que sempre disse que seria virgem até o casamento.
Tendo isso em mente, acho tudo uma grande besteira. O auê que fazem em cima da virgindade dessas meninas é ridículo, não faz o mínimo sentido. E concordo que é isso que incomoda as pessoas, ser diferente. Mas ainda assim, não vejo muita diferença entre o que elas dizem e o que você postou.
Acho que classificar a decisão de algumas meninas de perder a virgindade antes do casamento como algo errado, ou julgar um suposto arrependimento das mesmas sem base alguma, é tão ridículo quanto o que você mesma critica. A discriminação pode partir dos dois lados.
Acho que é um assunto válido a ser discutido, se perder a virgindade é algo ruim ou bom. Do meu ponto de vista, é bom sim. É uma oportunidade da mulher (e o homem, é lógico. Vamos ser menos machistas) se conhecer melhor sexualmente, aproveitar a puberdade para tirar dúvidas e tudo mais. E “feridas e decepções” vem com a vida, não com o sexo. Entretanto, não acho que fazer o contrário é errado. Não acredito em certo ou errado, mas em opções que fazemos de acordo com o que achamos mais corretos.
No final das contas, o importante é estar satisfeito consigo. Se Daniele Hypólito, Sandy ou qualquer outra menina causa tanta polêmica, eu espero que seja porque nenhuma delas realmente ligue para isso. E simplesmente queiram seguir suas vidas de acordo com o que acreditam.

Depois da minha aparentemente polêmica réplica, [conteúdo censurado ;] ainda veio comentar aqui no Conversa Fiada:

Bom, me desculpe, mas não é ridículo nem preconceituoso o que eu disse. Se vc discorda, é um direito seu, e eu entendo. Mas decepções não vêm SÓ com isso, mas vêm, em grande parte das vezes, SIM, com isso. Tanto é que muita gnt se arrepende de ter perdido.

Hmm… ok. Se é um direito meu, porque eu preciso ser silenciado? Mas não vou me limitar a essa discussão de egos, de quem deletou e quem deixou. Acho infantilidade, quando temos um assunto muito mais sério em mãos: sexualidade.

Decepções não vêm “em grande parte das vezes” do sexo. E se isso fosse verdade, seria um indicador que o recomendável é perder a virgindade antes do matrimônio. Afinal, se essas decepções são tão constantes, é bom saber onde estamos pisando antes de nos aventurarmos numa união para a vida. Uma boa vida sexual é, inegavelmente, uma das bases para um bom casamento. E para quem prefere “se guardar”, não se preocupem. Porque isso não é verdade.

As decepções vem de diversos fatores da vida, assim como a má escolha. Mas isso não é um sintoma da sexualidade. As pessoas podem se frustar com experiências sexuais e se arrependerem disso? Sem sombra de dúvida. Mas isso não pode ser uma barreira para uma pessoa transar, se assim ela quiser.

O que eu defendo aqui não é o que se deve ou não se deve fazer na vida. Muito pelo contrário, defendo a liberdade de escolhas. Se um jovem escolhe o caminho da virgindade até o casamento, é uma decisão dele. Ele terá de arcar com as conseqüências e lucrar com os benefícios desta escolha. Se a possibilidade de uma decepção fosse mesmo um fator decisivo, essa escolha também seria errada.

O triste mesmo em toda essa história, é que as pessoas gostam muito de ser contrárias a algo ou alguém, mas não sabem lidar com o que é diferente – ironicamente, algo que a própria autora da polêmica disse ser ruim. E quem fica neste fogo cruzado são os jovens, que têm de lidar com o fanatismo de ambos os lados, que não permitem que eles pensem sozinhos.

Mas e você? O que acha?

Nota: Os conteúdos censurados são, respectivamente, o nome e URL do blog citado e o nome da autora. Pedi a autorização da mesma para publicar, mas ainda não obtive resposta. Se ela se manifestar a favor, ficarei feliz em corrigir.

Ao Vivo 21 setembro, 2008

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Após alguns posts existencialistas, românticos e de cliente indignado, talvez seja melhor dar uma descontraída, não? Sem falar que essa página estava muito cheia de letrinhas. E apesar de gostar muito de ler, não dispenso uma imagem ou outra para dar mais cores ao blog. E com a sorte que tenho, logo veio uma porcaria para postar.

Sabe aqueles telejornais com alguém, no meio da rua, transmitindo ao vivo? O âncora dá uma introdução e depois chama a Zelda Merda, correspondente em algum lugar do país ou do mundo para dar detalhes da situação, diretamente do local. Com certeza você já viu algo assim.

E com certeza você também já viu o público querendo aparecer nessas horas. Tem sempre aquela molecada pulando atrás do jornalista, dando tchauzinho, um sorriso e torcendo para algum conhecido estar vendo televisão na hora. Bom, para quem pensou que isso é coisa de brasileiro ignorante, se engana. Porque é um fenômeno mundial.

Só acho que os gringos são muito mais criativos…

E de vez em quando, eles até dão espaço para os próprios jornalistas terem seus momentos de brilhantismo.

Portanto, da próxima vez que você e seus amigos quiserem aparecer de forma memorável na televisão, sejam criativos. Porque imitar o Pânico não tem graça.

Do que você tem medo? 20 setembro, 2008

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Quando eu era pequeno, ficava sozinho em casa. Meu pai e minha mãe precisavam trabalhar e, depois da aula de manhã, não havia ninguém para ficar comigo. Eu já era crescidinho, tinha uns 6 ou 7 anos. Sabia me virar! Fazia sanduíches para eu comer, brincava no meu video-game, assistia televisão e tudo que eu tinha direito. E das 13h até as 19h, ficava lá sozinho. Não nego que gostava. Era bom! Nunca tive muito espaço para mim mesmo, já que antes eu ficava na casa da minha vó. E aquela era uma boa oportunidade para praticar minha imaginação. E isso significava pular para lá e para cá, imaginando ser o mais valente dos heróis. E, sem ninguém para rir ou julgar, eu realmente era. O problema era o meu super-vilão…

Acontece que o piso de madeira estalava. E você com certeza viu isso algum dia na sua aula de física, pouco antes de virar para o seu colega de classe para dizer que não estava entendendo nada. É algo a respeito da temperatura, dilatação de materiais… enfim! Não exija demais de mim. O maldito piso de madeira simplesmente estalava. E não era um “tec” comum. Eram seguidos! Algo como alguém andando pelo cômodo que eu não conseguia ver. Eu corria para o telefone e ligava para minha mãe ou para meu pai.

Eles ainda eram pacientes. Me ouviam, diziam que não era nada e que não havia porque me preocupar. Era só eu correr lá para dentro e ver que não havia ninguém. Mas e o medo? Era muito maior do que eu. Se eu era o Super-Homem na minha imaginação, ali estava minha kryptonita. E daí eu ficava no lugar que eu julgava mais seguro: a sacada. Se alguém estivesse realmente em casa, poderia gritar e alguém do prédio ver. Se não… bem, eu ainda teria um espaço para brincar. Ainda que cautelosamente.

Penso que crianças são crianças justamente pela sua inexperiência. Não nascemos sabendo de tudo, temos que aprender a conviver e a lidar com os desafios que aparecem na nossa frente. Tendo isso em mente, é válido dizer que diante de incertezas da vida voltamos a ser criança. Todos nós temos “alguém dentro de casa”, de uma forma ou de outra. O instinto é realmente nos escondermos na varanda, prontos para pedir por socorro a quem puder ouvir.

E já reparou como é muito mais fácil resolver o problema dos outros? É tudo tão simples. Você ouve, analisa e lista as opções para dar um ponto final na questão. Escolhe a melhor – ou menos ruim – e pronto! Problema resolvido. E há sempre alguém para aconselhar. Alguém para tentar abrir os seus olhos, dizer que “está tudo bem”, que você consegue enfrentar aquilo, como se fosse a coisa mais fácil do mundo.

Será que não é?

Derrotismo é uma palavra forte, descobri isso recentemente. O maior problema é que essa força vem da sua recorrência. Ele está em todo o lugar, em todos nós, especialmente naquela hora em que suspiramos o “eu não consigo”. Quantas vezes já não dissemos isso? Encaramos o problema e nos conformamos com nossa inabilidade de lidar com ele. É tão mais cômodo.

Aliás, o tal problema deixa de ser o personagem principal. Torna-se mero acaso da vida, algo que esbarrou na gente. Gostaríamos de resolver, mas sabemos que é impossível. São tantas outras dificuldades que precisamos nos preocupar, que nos impedem de fazer aquilo que queremos. É tão mais fácil assim! Afinal, se não tentarmos, não falharemos. É infinitamente mais simples conviver com a incerteza do que “poderia ter sido”. Tudo porque não acreditamos em nós mesmos. Às vezes, porque não acreditamos nos outros quando deveríamos. Criamos barreiras e obstáculos para o nosso caminho. Chega a ser um absurdo, mas temos medo de crescer. Nos proibimos de resolver os nossos próprios desafios porque não nos julgamos capazes de tal tarefa. E quer saber? Talvez não somos mesmo. Podemos ser, no final das contas, incapazes de superar alguma adversidade que aparece na nossa vida.

Mas, ainda assim, seremos vencedores se tentarmos. Na derrota, na nossa falha, podemos encontrar o sucesso. Não da resolução da maneira que queríamos, mas da coragem de enfrentar de frente os nossos fantasmas. Deixar de empilhar dificuldades, algumas até mesmo inexistentes, que nos impeça de fazer o que queremos. Saber dizer “sim”, ou até mesmo dizer “não” quando devemos. Seguir o próprio coração, o instinto ou a vontade. Aquilo que acreditamos ser certo, mesmo quando o caminho é duvidoso. Existe uma grande possibilidade de falharmos, escolhermos a opção errada, é verdade. Mas vamos nos orgulhar em dizer que tivemos a ousadia de aproveitar as oportunidades que nos foram apresentadas. Nos orgulharemos de dizer que tivemos a ousadia de fazer algo que poucos fazem na vida: viver.

Quando eu era pequeno, ficava sozinho em casa. E toda vez que o piso de madeira estalava, eu ficava com medo de que houvesse alguém lá dentro. Corria e me escondia na varanda, até os meus pais chegarem. Mas uma vez, fiquei muito apertado para ir ao banheiro. Pensei em segurar a vontade, mas não dava. Faltava muito tempo para que algum adulto chegasse.

Fechei meus olhos e dei um longo suspiro. Saí da sacada e caminhei devagar para a sala, indo em direção ao banheiro. Cerrei meus punhos mais forte do que nunca, enquanto andava até o quarto dos meus pais, de onde o constante barulho vinha. Parei pouco antes de chegar, hesitante, duvidando de mim mesmo, do que poderia acontecer se eu continuasse o que planejava. Apoiei as costas na parede ao lado da porta e respirei fundo. E num ato de extrema coragem, dei um pulo para a frente da entrada, preparado para tudo!

Encontrei a porta do armário aberta, com o espelho interno que minha mãe usava para se arrumar. E lá estava o meu reflexo…

Ausências e mais ausências… 17 setembro, 2008

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Sumi de novo. Para horror dos organizados e admiração dos mais desencanados, sumi bonito dessa vez. Mas foi por motivo de força maior, acreditem. Após a queda absurda de diversas ações, acabei perdendo todo o meu dinheiro investido na bolsa e estou tendo que cortar ao máximo os gastos com Internet e outros luxos, para que eu não sofra do mesmo destino da Lehman Brothers.

Hmm… é, não.

Mas gostaria de deixar bem claro o meu profundo e sincero ódio pela Net. Para quem ainda não associou, trata-se daquela empresa que antes era só de TV a cabo, mas agora arrisca-se em outros serviços como telefonia ou acesso a Internet, pelo Virtua. E para um ex-usuário (e ainda indignado) com o serviço disponibilizado pelo Speedy da Telefonica, esta segunda opção se tornou muito mais atraente. Preço mais barato, combinações interessantes para o meu bolso… enfim, o paraíso!
Já faz alguns anos que fiz esta troca. E já faz alguns meses que eu estou repensando a qualidade dela. Acontece que de uns tempos para cá, o serviço dos caras anda triste. Costumava ficar só na conexão que caía de vez em quando, até chegar aos recentes dias inteiros sem acesso. Foi o cúmulo!

O pior não foi bem esse. Foram os dois dias de enrolação para os técnicos virem me atender. O horário só mudava, cada vez era mais tarde. Até chegar ao final do dia, quando ligavam dizendo que não seria possível fazer a visita. Ah, e se ainda não ficou bem claro: eles fizeram isso nos dois dias.

Cancelei na hora! Disse que não queria mais o serviço. Instantaneamente, apareceram dois técnicos na minha casa. Resolveram tudo! Estava eu online novamente. Mas com sono demais, fui dormir. E no dia seguinte… sem conexão! Juro que parecia brincadeira. Hoje veio o quarto técnico aqui, constatou um terceiro problema, que já foi resolvido. Ou pelo menos é o que eu espero.

De qualquer forma, ainda estou de olho numa nova opção. Speedy nunca mais e, dependendo, Virtua daqui para frente, não dá. Alguma sugestão? Lembrando que moro em São Paulo, garotada.

A História do Amor Em Mim 8 setembro, 2008

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Meus sentidos entraram num desentendimento. Começou com o Coração, que bateu que gostava de ti. E ele até esperneou! Bateu como nunca, já que era incapaz de dizer. Sorte a dele que minhas Palavras ouviram e prontamente disseram. E de início, tudo deu certo.
Acontece que depois de um tempo, elas se esgotaram. Não de cansaço, mas de incapacidade. E as Palavras, que nunca pensaram que diriam isso algum dia, falaram ao Coração que lhes faltavam “elas mesmas”.“Não é que não exista mais o que ser dito”, disseram, “Veja bem, é justamente aquilo não foi falado que tornou-se impossível de se expressar”.

Foi o bastante! O Coração enlouqueceu. Parou de bater e começou a batucar. As Palavras continuaram tentando, mas só pareciam piorar. E a sorte é que o Coração não fala, porque ele se desesperou. Chegou num certo ponto em que a minha Garganta o encarou perguntando: “Como é? Vai querer pular por mim?”. O Coração batucou de volta e ninguém entendeu muito bem o que ele queria bater. Mas se perguntar, todos dirão que ele bateu que sim.

A bagunça tomou proporções absurdas. E só parecia piorar quando você chegava por perto, já que todos ficavam preocupados. O Coração batia, as Palavras diziam e nunca era o bastante. A discussão era tão grande que outros ficavam até com medo, como as Pernas que não paravam de tremer.
Chegou num momento tão insuportável que a Razão teve de intervir. “Posso saber o que acontece?”. E o Coração bateu resmungando da incompetência das Palavras, que só reclamavam da exigência do Coração.

E a Razão ficou quieta. Encarou, pensativa, os dois. Deu um leve sorriso – ou algo parecido com um sorriso, já que ela sequer boca tem – e disse que sabia o que estava acontecendo. E todos pararam! Queriam ouvir atentamente o que ia ser dito, para conferir se a Razão tinha razão mesmo.
“É muito óbvio”, disse. E não bastou muito mais para entenderem. O Coração diminuiu o seu ritmo e deu leves batidas apreensivas. As Palavras murmuraram algumas palavras de medo e, não negam, uma certa felicidade. Entreolharam-se e viram quem estava entre eles: o Amor.

E durante todo este tempo, sem o Coração, as Palavras e ninguém ver, nem mesmo eu, era ele quem estava lá. E agora que sabiam, também não entendiam de onde ele vinha. Mas os Olhos, sempre atentos, apontaram para você.
O Coração bateu e sentiu-se como não sentia-se havia muito tempo; vivo.
A Razão disse:
– Foi ela.
As Palavras disseram:
– É ela.
E o Amor só concluiu:
– Será para sempre ela.

Foi DonLafontaine, não eu… 7 setembro, 2008

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Foi difícil postar nos útilmos dias, não tinha vontade, não tinha forças, fiquei em luto prolongado pelo meu narrador de trailers favorito.

É, não.

Foi só uma semana um pouco mais corrida, o que acabou dificultando um pouquinho os posts. Me desculpem! Prometo normalizar ainda esta semana. Se eu conseguir, ainda esta noite. Quem sabe? :D

Don LaFontaine morreu! 2 setembro, 2008

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Ontem, na segunda-feira, morreu o ator Don LaFontaine. Ele estava com 68 anos e faleceu devido a um pneumotórax. Não que eu saiba o que isso significa, mas é triste mesmo assim. Estou em luto.

Espera… não conhece Don LaFontaine? Ah, conhece sim…

E agora? Quem fará este trabalho tão bem?