A História do Amor Em Mim 8 Setembro, 2008
Posted by lucasduquette in Todos os posts.trackback
Meus sentidos entraram num desentendimento. Começou com o Coração, que bateu que gostava de ti. E ele até esperneou! Bateu como nunca, já que era incapaz de dizer. Sorte a dele que minhas Palavras ouviram e prontamente disseram. E de início, tudo deu certo.
Acontece que depois de um tempo, elas se esgotaram. Não de cansaço, mas de incapacidade. E as Palavras, que nunca pensaram que diriam isso algum dia, falaram ao Coração que lhes faltavam “elas mesmas”.“Não é que não exista mais o que ser dito”, disseram, “Veja bem, é justamente aquilo não foi falado que tornou-se impossível de se expressar”.
Foi o bastante! O Coração enlouqueceu. Parou de bater e começou a batucar. As Palavras continuaram tentando, mas só pareciam piorar. E a sorte é que o Coração não fala, porque ele se desesperou. Chegou num certo ponto em que a minha Garganta o encarou perguntando: “Como é? Vai querer pular por mim?”. O Coração batucou de volta e ninguém entendeu muito bem o que ele queria bater. Mas se perguntar, todos dirão que ele bateu que sim.
A bagunça tomou proporções absurdas. E só parecia piorar quando você chegava por perto, já que todos ficavam preocupados. O Coração batia, as Palavras diziam e nunca era o bastante. A discussão era tão grande que outros ficavam até com medo, como as Pernas que não paravam de tremer.
Chegou num momento tão insuportável que a Razão teve de intervir. “Posso saber o que acontece?”. E o Coração bateu resmungando da incompetência das Palavras, que só reclamavam da exigência do Coração.
E a Razão ficou quieta. Encarou, pensativa, os dois. Deu um leve sorriso – ou algo parecido com um sorriso, já que ela sequer boca tem – e disse que sabia o que estava acontecendo. E todos pararam! Queriam ouvir atentamente o que ia ser dito, para conferir se a Razão tinha razão mesmo.
“É muito óbvio”, disse. E não bastou muito mais para entenderem. O Coração diminuiu o seu ritmo e deu leves batidas apreensivas. As Palavras murmuraram algumas palavras de medo e, não negam, uma certa felicidade. Entreolharam-se e viram quem estava entre eles: o Amor.
E durante todo este tempo, sem o Coração, as Palavras e ninguém ver, nem mesmo eu, era ele quem estava lá. E agora que sabiam, também não entendiam de onde ele vinha. Mas os Olhos, sempre atentos, apontaram para você.
O Coração bateu e sentiu-se como não sentia-se havia muito tempo; vivo.
A Razão disse:
- Foi ela.
As Palavras disseram:
- É ela.
E o Amor só concluiu:
- Será para sempre ela.
Lindo!!!…Ainda mais pra mim, uma romântica de carteirinha..rsrsrs…
Sabe, estou assim, com os meus sentidos em desentendimento….Tudo em descompasso, as palavras faltam, o coração pula, a garganta aperta, um frio constante na barriga, as pernas bambas, um turbilhão de pensamentos, embora estejam nas nuvens …
Aiii…para o mundo que eu quero descer!!!!
Só que nem tudo acontece como a gente espera, esse turbilhão de sensações é muito bom quanto tudo acontece como o planejado, previsto…. Mas quando perdemos o controle da situação, de nós mesmos e do outro, da medo! Muito medo! rsrsrsrs….
Abraçosss
nossa lucas… Adorei esse texto!
está muito bem escrito e é de um romantismo extremamente racional, mas sem deixar de ser doce.
perfeito!
És um romântico à moda antiga.
Lindo!!
dificil encontrar homens com esse sentimento, romantismo, sesibilidade..
vou mostrar o testo pro meu namorada .. quem sabe ele não pega um poucquinho!! rsrs
Adorei mesmo!!
Affe, será que terei sempre que cobrar novas postagens??? Acho que vou cobrar salário também pra exercer essa tarefa…