jump to navigation

Saindo da escuridão… 31 Agosto, 2008

Posted by lucasduquette in Todos os posts.
3 comments

Pois é, pois é…

Ouvi as críticas, senhores. Algumas pessoas que visitaram este blog, reclamaram de como ele era escuro. Infelizmente, o WordPress.com ainda é muito limitado na questão estética e, por isso, não posso fazer tanta coisa a respeito. Escolhi o tema claro mais customizável que achei. E, bem… é esse. Espero que facilite a leitura e a navegação.

Eleições 2008 30 Agosto, 2008

Posted by lucasduquette in Todos os posts, Variado.
7 comments

Ah… a política. Não é linda? Não é maravilhosa? Posso até sentir o doce aroma da tinta usada na reforma das escolas públicas para mostrar serviço na última hora. É no mínimo… inspirador.

Para os que desconhecem, sou residente da cidade de São Paulo. E como qualquer outro município brasileiro, estamos prestes a entrar nas eleições. Propaganda é o que não falta, seja no tradicional “corpo-a-corpo” na rua ou na modernidade das comunidades do Orkut. Ontem mesmo, andando pelo centro da cidade, fui abordado por pelo menos três ativistas de algum partido, entregando bandeirinhas e adesivos de seus candidatos.

O mais incrível é que eles realmente repetiam os bordões da campanha. “São Paulo com nova atitude, cara! Pegue uma bandeira”, dizia um dos mais animados. Ele estava a uns 3 metros de distância, mas a empolgação dele não o impedia. Chegou mais perto, aos pulos, e continuou gritando como se ainda estivesse longe. “Tá na hora da mudança, cara!”, insistiu. Só se for na mudança dele, saindo do meu espaço pessoal, de preferência.

Obrigado.

Não me entendam mal, eu gosto de política. Me interesso demais até, ao ponto de irritar alguns amigos. Adoro ler a respeito e jamais nego uma boa discussão sobre o assunto. Gosto mesmo! Mas não deixo de negar um certo humor involuntário em toda a eleição. E não estou falando de candidatos bizarros (DeLeon, caçando corruptos), com propagandas que parecem ter sido planejadas para nos divertir.

Para ser franco, acho que eu não conseguiria ser político. Sério, não dá. Concluí isso assistindo o debate para a eleição da prefeitura que aconteceu na Band, faz algum tempo. Juro que ia me descontrolar. Não ia conseguir permanecer com a mesma postura que os candidatos ali apresentaram.

E a partir de agora vou tentar ser o mais imparcial possível. Se você for inteligente o bastante para entender que isso é praticamente impossível, continue lendo. Se não, continue mesmo assim, pode render algo engraçado.

Mas como, por favor me digam, COMO poderia agüentar segurar o riso toda vez que o Maluf falasse? Sério… sou só eu? Não sei. Mas tenho acessos. A voz, o jeito e aquela cara de quem vai me vender um tapete persa, não sei. Mas me afeta.

E a Marta Suplicy? Se eu não a conhecesse e nunca soubesse nada a respeito dela, talvez eu tivesse dó do derrame que ela teve. Mas eu a conheço e sei que não foi derrame! Aquilo é botox! É incrível! Ela realmente tem um lado do rosto paralisado, num constante sorriso torto de dar inveja ao Coringa. Gente, não dá para não agüentar.

E eu realmente me imagino num debate desses. Me imagino pedindo desculpas educadas ao telespectador, ao Boris Casoy e aos outros candidatos. Fico visualizando a minha imagem na televisão, olhando para baixo, respirando fundo e me recompondo. Fechando os olhos e pensando o quão importante aquilo é, que eu preciso me controlar. Até o Gilberto Kassab abrir a boca. O cara tem a língua presa e não tem queixo! Como diabos eu não vou dar risada?

Definitivamente não serviria para o debate. Não ia saber contra-argumentar, não ia saber me expressar. E ainda teria de olhar para o Geraldo Alckmin fazendo bico e lambendo os lábios enquanto pensa, além de constantemente imaginar a Soninha no gabinete de prefeito fumando um baseado.

Aí eu lembro de um dos meus comediantes favoritos, Gabriel Iglesias, que numa apresentação de stand-up retratou o problema das eleições dos Estados Unidos. E a verdade é que temos exatamente o mesmo problema aqui no Brasil.

Muito se fala a respeito do voto inconsciente e debochado, há até comerciais na televisão falando a respeito. Alguns blogs, inclusive, iniciaram uma baita campanha para que as pessoas valorizem seu voto e pensem antes de digitar aqueles números na urna eletrônica. Há um consenso de que o brasileiro simplesmente não gosta de política e, conseqüentemente, não gosta de votar. O que é, no final das contas, uma mentira.

Brasileiros adoram votar! Mas nós não votamos em políticos. Votamos em coisas como… Big Brother. Porque é divertido! E é exatamente o que deveria ser feito em todas as eleições brasileiras. Colocar todos eles na televisão, todos os dias, durante uma hora. E, plagiando ainda mais Iglesias, deveriam usar um nome bem sonoro para o programa; algo como Who’s Gonna Run This Bitch? .

A eleição brasileira perfeita, sem dúvidas.

P.S.: E antes de qualquer ativista político vir até aqui, me criticar duramente pelo descaso com que eu trato as eleições brasileiras, processo importantíssimo na democracia brasileira, me explicando que o problema é exatamente este, como as pessoas simplesmente não levam a sério algo tão importante no futuro do país… aaaaah, que se foda. Nossos políticos não nos levam a sério já faz anos e a única coisa que você faz a respeito é discutir sobre isso, enquanto toma sua cerveja.

Eu pelo menos ainda dou risada.

Levando o Pelé para o Wet’n Wild 30 Agosto, 2008

Posted by lucasduquette in Todos os posts, Variado.
2 comments

Sabe aquele pessoal que tem o intestino preso? Que reclama horrores disso? Eu sofro do contrário. Meu intestino é bem soltinho, até demais. Daqueles que quando chega a hora, é a hora – mesmo que não seja a hora porra nenhuma.

Este “problema” acaba ocasionando costumes estranhíssimos. Tipo quando alguém diz que não caga fora de casa e eu penso que simplesmente não tenho essa opção. Não sei como funciona para os outros que passam pelo mesmo, mas eu desenvolvi na minha cabeça um mapa de banheiros bons, aceitáveis, perdoáveis e impossíveis de se freqüentar.

E eu sei que este post parece estar caminhando para um lado muito nojento, mas ele é puramente informativo.

Acontece que os gringos pensaram numa solução muito interessante para você, meu caro, que nem sempre sabe para onde correr. Os sites Diaroogles e o MizPee oferecem uma lista de banheiros atualizadas pelos próprios usuários (do site e dos banheiros). Em tempos de Internet banda larga pelo celular crescendo dia a dia, torna-se um recurso incrivelmente útil.

Tudo muito bem organizado, com notas, muitas vezes fotos e diversas recomendações para você que, infelizmente, nem sempre pode cagar no conforto da própria latrina. Ainda há até a possibilidade de você discordar do “crítico de banheiros”, fazer uma réplica a respeito ou até mesmo uma atualização do estado do lugar.

No final das contas, ambos os sites são muito úteis, mas compartilham um sério problema: não incluem o Brasil! O que significa que eu ainda vou ter que mapear meu bairro na cabeça. E quando for para lugar desconhecidos… bem, aí fodeu.

Lego Artístico 29 Agosto, 2008

Posted by lucasduquette in Todos os posts, Variado.
2 comments

Esta semana (edição de 25 de agosto) a revista Época publicou uma matéria muito interessante, chamada “As 100 melhores empresas para trabalhar”. Como o setor de RH de alguma delas jamais aceitaria meu currículo, acabei não prestando atenção nenhuma na tal reportagem.
Mas alguns amigos engravatados meus, preocupados com seu futuro profissional, apesar de já ganharem horrores a mais do que eu, acabaram se interessando. Sabe como é, mesa de bar, papo vai e papo vem, começaram a discutir um pouco sobre tudo aquilo. Me excluindo da conversa, é lógico. Eu estava um pouco mais preocupado com o futuro da Donatela na televisão do boteco (jesuiscristocomoaquelafloraédomal). Mas a minha profunda reflexão moral e ética inspirada por João Emanuel Caneiro, acabou quando alguém resolveu me incluir na tal conversa.

Aos olhos dos meus amigos, eu sou um poço de cultura inútil. Todas as coisas que ninguém se interessa, que não vão servir para nada e que, mesmo assim, de vez em quando surge a curiosidade de saber, eles perguntam para mim. Eles me perguntaram a respeito da capa da edição, que realmente estava muito boa.

Para quem não viu, é justamente a foto ali em cima que abre este post. É a recriação de uma antiga e clássica fotografia de Charles Ebbets e, com certeza, eu já havia visto aquilo antes. Só precisava lembrar onde!

Algumas horas navegando, achando inutilidades e tudo mais, reencontrei o site do Mike Stimpson, um fotógrafo muito criativo que resolveu recriar imagens clássicas usando bonequinhos de Lego. Vale a pena dar uma olhada.

Agora vocês me dêem licença, mas eu tenho que ligar para o pessoal e avisar que eu finalmente descobri de onde era a foto… e marcar outra cerveja.

Viva La Vida Or… outro álbum? 29 Agosto, 2008

Posted by lucasduquette in Música, Todos os posts.
3 comments

Hmm… alguém aí gosta de Coldplay?

Ok, ok… é meio mela-cueca, eu admito. Mas eu gosto. E mela-cueca não é sinônimo de ruim. As músicas dos caras são realmente bonitinhas, Chris Martin tem uma voz envolvente e aquele maldito piano é uma brisa sem fim – e não me entendam mal, é uma ótima brisa. Particularmente, me arrependo profundamente de não ter ido ao show dos caras quando eles vieram para São Paulo. Pretendo compensar em breve…

Ou pretendia…

Faz pouco tempo, como vocês bem sabem (ou não), a banda lançou um novo álbum, Viva La Vida Or Death And All His Friends. E eu, meio arrependido e dando uma de fã, acompanhei todo o preparo. Quero dizer, li notícias a respeito das gravações, fui conferir tudo nas datas certas, esperei sair o nome do álbum, baixei (ops, comprei) o single de lançamento e… enfim, toda aquela baboseira que algum amigo seu faz com alguma banda e você acha super idiota.

O motivo de tudo isso era a turnê. Sério mesmo! Eu estava esperando a turnê. Afinal, quando uma banda lança um disco, eles o promovem e depois partem para a tal turnê. E no caso do Coldplay, com sua legião de fãs, uma mundial. Isso significa alguns meses na Inglaterra, outros pela Europa, uma passadinha nos Estados Unidos, quem sabe na Ásia e depois, bem no fim da turnê, um pulo no Brasil para os usuais shows Rio-São Paulo.

Calculei mais ou menos de cabeça e esperava que eles viessem para cá no fim de 2009. Era um tempo razoável para juntar uma grana e ainda ir com a minha namorada curtir um momento romântico ao som do maldito piano que não sai da cabeça – e sim, eu tenho uma namorada. Pare de ser enxerido, não é este o assunto agora.

Mas numa recente notícia, todo este plano parece ter ido para o lixo. Parece que – segundo boatos – a banda resolveu lançar um outro álbum agora em 2009. Assim mesmo, do nada. Segundo o The Sun (aquele tablóide britânico que você fica sabendo aquelas fofocas sobre a Madonna), as gravações de Viva La Vida foram muito produtivas. Rolou uma química boa com o produtor Brian Eno e dá para sair mais coisa. Ao que parece, a maior parte das faixas deste novo e repentino álbum até já estão prontas. Mas eles ainda vão voltar ao estúdio para gravar outras. Precisa?

O que eu vejo aí são dois problemas. O primeiro é por puro egoísmo; vai demorar mais para eu ver meu show. Novo disco, nova turnê, novas apresentações nos lugares que eles já estiveram e o Brasil vai demorar ainda mais. Já a segunda razão, já é pensando um pouco mais na música em si.

Alguém aí gosta de Ramones?

Pode até parecer que eu mudei totalmente de assunto, mas não é. O que acontece é que eu gosto de Ramones. Não sou fanzaço, mas acho a banda do caralho. Mas já ouviram todos os álbuns deles? Sério, não tem muita diferença. Se você misturasse todas as faixas aleatoriamente, não iria mudar nada na sonoridade do álbum. Porque não há praticamente diferença alguma entre nenhum deles. E sabe de uma coisa? Eu acho isso o máximo! Sério mesmo. Funcionou para eles.

Mas não acho que funcione muito para o Coldplay não. E antes que algum fã fervoroso me critique, eu sei que houveram mudanças de um álbum para o outro. Mas convenhamos, elas são mínimas. A única inovação realmente importante que se vê é uma participação maior da guitarra – praticamente inexistente antes.

E em tempos de escassez de qualidade na indústria musical como um todo, acho complicado que uma boa banda se preste a lançar um álbum que não passa de uma continuação de um anterior. Mais do mesmo? Acho que não.

Mas quem sabe… é tudo boato por enquanto, nada confirmado. Veremos, veremos…

Falando em horário político… 29 Agosto, 2008

Posted by lucasduquette in Todos os posts, Vídeo.
1 comment so far

Sabe qual é o melhor? Logo no meu primeiro post, acabei citando aquelas propagandas políticas… ahn, memoráveis. Pouco depois, encontro isto…

O esquema é Lost. Mas minha esperança é ver um candidato mais… Heroes. Será?

O bom é que o tal candidato realmente tem fé, não desiste. E ele não tem medo de não ser levado a sério, como exibe bem nos comentários do seu vídeo no YouTube:

>>Xuri

>>isso é real?

>>>>theleon

>>>>é real vote 43999

É real, é real… infelizmente.

O famigerado primeiro post… 29 Agosto, 2008

Posted by lucasduquette in Todos os posts, Variado.
1 comment so far

Há duas maneiras da vida de alguém ser interessante. A primeira delas é você ser um conhecido fascinante. Não necessariamente um famoso, mas alguém conhecido. Que atraia atenção. O segundo jeito, é ser simplesmente desconhecido. As pessoas se interessam por quem elas não conhecem. Talvez porque não faça diferença alguma.

Há ainda uma terceira maneira. Quando sua vida é invariavelmente interessante, assim como a vida de todas as outras, a uma determinada pessoa extremamente altruísta e preocupada com o que está acontecendo contigo (em outras palavras, alguém fofoqueiro). Mas isso tira todo o mérito da coisa.

A verdade é que minha vida é estupidamente desinteressante. E eu não estou falando daquela vida medíocre, que é igual a qualquer outra. Estou falando de algo chato mesmo, do nível do horário político, que você e sua família sempre reclamam, querendo ver o que vai acontecer com a Donatela esta noite.

ai, creeeeedo… ele vai falar de novela?

Não. Agora shiu.

Mas cá entre nós… você já assistiu ao horário eleitoral? É, de fato, estupidamente desinteressante. Só que de vez em quando, bem de vez em quando mesmo, vale a pena. E por favor, não estou falando da consciência política de conhecer o seu candidato. Deixo a minha e a sua cidadania para um outro post, sim? Ou não.

É que às vezes você dá a sorte e vê “aquele candidato”. Não aquele que você vai votar, que você simpatiza e nem nada disso. É aquele que você assiste e instantaneamente lamenta de não ter gravado o comercial do cara, porque com certeza você correria para postar no YouTube. Sabe essas figuras? Pois é, eu sou assim. E não, eu não sou engraçado. E este, definitivamente, não é um blog de humor. E se você em algum momento tiver risos involuntários, entenda que nunca foi a minha intenção. É simplesmente o efeito do quão estupidamente desinteressante eu sou.

Considerando que eu quero que você chegue ao fim do que eu estou escrevendo e ainda volte querendo mais, pode até soar um pouco idiota eu fazer essa contra-propaganda no meu próprio blog. De fato, é. Mas é uma característica minha, me desculpe. Prometo ser menos… auto-depreciativo? É, não.

Mas prometo que, de tão desinteressante que são as coisas que eu diga, você até vai se interessar. Afinal, eu não vou falar somente de mim. Vou falar das coisas (e de mim), do mundo (e de mim), da sociedade (e de mim), filosofar um pouco a respeito da (minha) vida e, se sobrar um tempinho, posso até falar da minha pessoa, ok? Só para matar sua curiosidade.

Seja bem-vindo e sinta-se em casa. Meu nome é Lucas Duquette e este é o Conversa Fiada.